Discussão sobre o Arco Elétrico, medidas de proteção e suas consequências em intervenções elétricas

Arcos elétricos ocorrem quando um fluxo de corrente substancial rompe a isolação do ar. Uma vez que o ar seco é mau condutor de eletricidade, boa parte do fluxo de corrente é convertida em vapor e particulado do material degradado durante o arco, ionizando o ar. Essa mistura superaquecida de materiais ionizados, através do qual flui a corrente de arco, é chamado de plasma (CADICK, 2012).

Os arcos elétricos podem ser iniciados de algumas formas (CADICK, 2012):

· Quando a tensão entre dois pontos exceder a isolação do ar;

· Quando o ar se torna superaquecido pela passagem de corrente através de algum condutor;

· Quando dois contatos se partem ao conduzir alta intensidade de corrente.

Arcos elétricos são extremamente quentes e sua energia é liberada no mínimo de três formas: luz, calor e sob a forma mecânica; a liberação de energia luminosa causa danos principalmente aos olhos, embora queimaduras mais graves também possam ser causadas se a componente ultravioleta estiver presente na radiação eletromagnética; já a energia sob a forma de calor ocasiona queimaduras severas pela radiação e/ou pelo impacto de objetos quentes, como metais derretidos. Ainda, a energia mecânica ao provocar o deslocamento do ar, pode causar danos pelo impacto de objetos contra a vítima ou ainda choque da vítima contra estruturas.

A energia incidente liberada pelo arco é lesiva tanto em alta quanto em baixa tensão, sendo que o fator decisivo para a severidade das lesões relaciona-se ao nível de curto-circuito no ponto de falha.

Neste aspecto, medidas de projeto aplicadas para redução do nível de curto-circuito e/ou confinamento das energias liberadas durante estes eventos favorecem a proteção e integridade dos interventores em instalações elétricas.

Os danos para a pele dependem não só da energia incidente cumulativa, mas também da taxa de transferência de calor e do tempo de exposição.

Assim, a instalação de medidas de proteção coletiva como barreiras físicas, a mudança de procedimentos operacionais levando à operação remota ou pelo menos à exposição mínima do trabalhador em proximidade à fonte de risco e, por fim, o uso de equipamentos de proteção individuais adequados para a energia incidente do local de trabalho, são medidas efetivas para evitar ou pelo menos mitigar a severidade dos danos de lesões por queimaduras.

Referência

CADICK, John et al. Electrical Safety Handbook, McGraw-Hill Education, 4th Edition, 2012.

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