Visão geral sobre o “Colamento Capacitivo”

O “Colamento Capacitivo” é um problema elétrico recorrente principalmente na área industrial, onde se admite que a distância entre o quadro de alimentação e as cargas geralmente é bastante relevante, mas não limitado a este tipo de instalação, ocorrendo também em ambientes comerciais, por exemplo.

Quando há uma distância considerável entre a fonte de alimentação e a carga, ao energizar um contator de comando, há de se ter bastante cuidado com a extensão (comprimento) dos condutores, evitando que sejam muito longos. Nesta situação, é provável que ocorram problemas na atuação e/ou desligamento do contato. No ligamento, podem ser experimentados problemas quanto ao atraso da atuação, principalmente devido à queda de tensão (proporcional ao comprimento dos condutores); já no seu desligamento, os problemas se devem às correntes residuais geradas pela capacitância nestes cabos.

Essa queda de tensão é tanto mais crítica quanto menor for a tensão da bobina de comando (problema de queda de tensão mais evidente, afetando na mínima tensão necessária para que efetivamente o contator seja aberto). Neste caso, geralmente os contatores grandes sofrem mais, devido à menor tensão da bobina de comando.

Já a maior influência da capacitância no desligamento em geral se dá nos contatores menores,  no caso em que mesmo com o sinal enviado para o contato abrir se dá um selamento ou o contator permanece com seu contato retido ou preso, devido à energia residual da capacitância (fenômeno, portanto, do “colamento capacitivo”). A ocorrência mais frequente em contatores menores se deve ao fato das tensões de comando serem maiores, e portanto ser maior a energia residual em função da capacitância.

Para evitar o “colamento capacitivo”, algumas medidas podem ser tomadas; em primeira instância, no dimensionamento deve ser calculado o comprimento dos condutores levando em consideração a capacitância do cabo por unidade de comprimento (distância). Além disso, deve-se escolher a tensão de comando mais adequada, preferivelmente menor, uma vez que é inversamente proporcional ao quadrado da distância do comprimento dos condutores.

Outra medida é a instalação em corrente contínua (CC), fazendo com que o fenômeno do “colamento capacitivo”, ou energia residual pela capacitância seja praticamente desprezível, podendo ainda se efetuar a comutação paralela de cargas ôhmicas, em paralelo com a bobina do contator (este último caso para quando a redução do comprimento dos condutores não seja possível ou ainda que tenha sido implementada, o problema persista).

Alguns defeitos que evidenciam o fenômeno do “colamento capacitivo” são: envio de sinal para ligação ou desligamento dos contatos e nada acontece, atraso excessivo para ligar ou desligar os contatos, contatos presos, desligamentos intempestivos e/ou involuntários ou ainda faiscamento excessivo durante operação.

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