Efeitos da passagem da corrente elétrica no corpo humano

 

Desde que o corpo é condutor de eletricidade, a Lei de Ohm se aplica, como para qualquer outro meio físico. A espessura da camada oferece a maior resistência elétrica da pele. Trabalhadores que têm desenvolvido uma grossa camada estrato-córnea tem uma resistência a eletricidade muito maior que uma criança que tem uma camada de pele extremamente fina. Entretanto, essa maior resistência da pele não é suficiente para proteger esses trabalhadores do choque elétrico.

A resistência da pele também está em função da área total atingida pela corrente elétrica, fazendo parte deste circuito. Por essa razão, a ação de agarrar uma ferramenta com toda a mão torna a resistência muito menor que se a ferramenta fosse segurada por alguns dedos, por exemplo. Além disso, qualquer corte ou abrasão penetra a camada dura da pele e reduz significativamente a resistência total no circuito de choque.

Uma coisa fora do comum ocorre na isolação da pele quando uma tensão acima de 400 V é aplicada. Neste nível de tensão, a epiderme é perfurada como qualquer isolação de filme, e apenas as camadas mais internas de baixa resistência são preservadas. Esta é a maior consideração para muitos dos sistemas de distribuição comumente usados atualmente. Note que a epiderme não deve ser perfurada, mas se for, o fluxo de corrente aumenta e os danos por choque torna a situação pior.

Fonte: Electrical Safety Handbook, capítulo: 1

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