Prazo e condições para armazenamento de baterias chumbo-ácidas

Grandes empresas geralmente enfrentam problemas para aquisição de materiais; o processo é geralmente burocrático e moroso, envolvendo processos licitatórios, emissão de parecer técnico para verificação de conformidade do material ou equipamento conforme o especificado, até que a solução seja enfim aplicada.

Por isso, não é incomum iniciar processos de compra com bastante antecedência. Entretanto, esta decisão ao invés de representar uma antecipação às necessidades, pode implicar em prejuízos para sua empresa.

Para bancos de bateriais, especialmente as do tipo chumbo-ácida e úmidas (com eletrólito já inserido), existem condições especiais para armazenamento que precisam ser seguidas. Além disso, existe um prazo de validade já estipulado pela maioria dos fabricantes.

Geralmente, o prazo máximo de armazenagem  para este modelo de bateria é de 03 meses sem carga, com direito a mais uma recarga decorrido este tempo, sendo que após este período a mesma deve ser colocada em flutuação, sob pena de morte prematura devido à sulfatação.

A sulfatação é um processo químico que ocorre nas baterias chumbo-ácidas, nas quais o eletrólito é uma solução de ácido sulfúrico e os eletrodos placas de chumbo. Assim, no processo de funcionamento dessas baterias forma-se o sulfato de chumbo. Quando a bateria sofre uma carga não contínua, ou seja, não é posteriormente colocada em flutuação, esse sulfato forma nas placas cristais grandes que afetam o funcionamento da bateria, sob a forma de um “pó branco”, tornando os terminais corroídos ou “sulfatados”.

Este fenômeno é irreversível. O sulfato de chumbo é formado durante a fase de descarga da bateria; quando a bateria permanece abaixo estado de carga, um processo de recristalização dos cristais de sulfato de chumbo acontece e afeta as suas características: cristais PbSO4 nas placas positivas e negativas tornam-se maiores e perdem a conexão  com a massa ativa.

Com relação à armazenagem, caso as condições de armazenagem do fabricante não sejam respeitadas, tem-se como consequência a redução ainda maior da vida útil ou até a perda total dos bancos de baterias.

Assim, uma bateria que ficar mais de 03 meses sem recarga e/ou 6 meses sem iniciar a carga de flutuação, terá sua vida útil reduzida. Não há como determinar o quanto de vida útil foi perdido, porém é certo que o grau de redução é diretamente proporcional a temperatura e do tempo de armazenagem.

Isso leva a uma perda de capacidade do banco de baterias, tornando-o sucateado.

É importante observar que os fabricantes de bancos de baterias devem atender plenamente aos requisitos da Resolução CONAMA 401 com relação ao recebimento de sucata e descarte ecologicamente responsável, evitando impactos ambientais.

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