Linha de transmissão de meia onda

O Sistema Interligado Nacional garante a transmissão de energia elétrica por todo o território nacional, interligando a geração com as cargas. Entretanto, dentre os desafios que precisam ser vencidos para viabilizar esta transmissão, está a garantia de requisitos técnicos e econômicos do fornecimento de energia elétrica, quando se tem longas distâncias (a partir de 2500 km), a fim de evitar os efeitos negativos de instabilidades no sistema elétrico após a ocorrência de sobretensões de manobra, por exemplo, devido aos altos valores de reatância indutiva e admitância capacitiva das linhas.

Para este tipo de transmissão de energia elétrica (linhas longas), há algumas soluções, tais como: seleção de troncos de transmissão que se comportem com um “comprimento elétrico” um pouco superior ao comprimento de meia onda (freqüência industrial); ligação ponto por ponto, sem manobras por trechos; compensação reativa nula ou muito reduzida; linhas não convencionais com elevada capacidade de transmissão, dentre outros.

A linha de meia onda apresenta um comprimento específico de aproximadamente 2500 km para uma freqüência de 60 Hz e dispensa a compensação série e paralelo cuja aplicação seria necessária. As tensões e correntes na linha têm uma velocidade de transmissão de propagação próxima à da luz (300.000 km/s), resultando num comprimento de onda de 5000 km para 60 Hz.

A transmissão de meia onda é comparada com a transmissão em CC, sem a desvantagem econômica de utilizar conversores de grande porte. Além disso, na análise de estabilidade anterior à definição das características de um sistema de transmissão de meia onda, é comum incluir o efeito corona na modelagem, resultando na contribuição do método para reduzir sobretensões na linha decorrentes de sobrecarga e níveis de curtos-circuitos.

As tensões nos terminais de uma linha de meia onda apresentam módulos praticamente iguais e ângulos defasados de 180º entre si, de forma que este tipo de linhas não apresenta o Efeito Ferranti. Uma linha de meia onda produz, ao longo do seu comprimento, a energia reativa que consome, não necessitando, portanto, de compensação reativa.

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