Viabilidade Técnica do Religamento Monopolar em linhas de transmissão e medidas mitigadoras para o arco secundário

A utilização do religamento monopolar pode proporcionar vantagens quanto ao desempenho do sistema elétrico de potência, tanto em termos de confiabilidade quanto com relação à magnitude das solicitações impostas à rede, desde que a solução seja também viável economicamente.

Contudo, existem algumas restrições à aplicação deste tipo de manobra, como no caso de linhas de transmissão nas quais a ocorrência de um religamento monopolar mal sucedido poderia prejudicar o desempenho dinâmico do sistema, levando a uma condição mais severa que o critério de defeito permanente.

Quando se forma um curto-circuito fase-terra em uma linha de transmissão, é formado um arco elétrico pela cadeia de isoladores ao qual se intitula arco primário. Uma vez adotado o religamento monopolar, o dispositivo de proteção seleciona a fase defeituosa e procede com sua abertura, isolando o defeito.

Além disso, acontece que mesmo após a abertura, devido ao acoplamento capacitivo e indutivo, uma corrente induzida para as outras fases sãs e para o próprio curto persiste, a qual se intitula arco secudário. Assim, é ainda necessário avaliar a questão da extinção do arco secundário, suas correntes e tensões impostas nas fases abertas após a sua extinção.

O panorama de desligamento tripolar é contraditório à idéia da composição do sistema elétrico brasileiro na configuração de rede interligada, no qual um extenso e complexo sistema de transmissão foi concebido para criar uma rede de caminhos alternativos para escoar com segurança, disponibilidade e confiabilidade a energia produzida até os centros de consumo.

Além disso, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), cerca de 87% das interrupções acidentais no fornecimento de energia elétrica envolvem as linhas de transmissão, tanto por sua extensão, distribuição geográfica e exposição a intempéries e vandalismos.

Destas interrupções, cerca de 90% das faltas são do tipo fase-terra, monopolares, portanto justificando que a abertura e posterior religamento monopolar é maciçamente aplicável.

Contudo, o religamento monopolar é uma manobra segura?
É viável economicamente?

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